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Recém-homenageada por mim
com a Medalha de Mérito Pedro Ernesto,
a presidente do Cremerj (Conselho Regional de Medicina),
Márcia Rosa de Araújo, protestou contra os atuais salários
oferecidos aos médicos e ao descaso
com a saúde pública na Cidade do Rio de Janeiro.
A homenageada lembrou que “é um desalento prestar um
concurso público para o município e receber R$ 679". O
protesto ocorreu, na solenidade de ontem à noite (24 de junho).
Fizemos esta homenagem porque a luta de Márcia de Araújo
vai além das demandas corporativas e ao lutar
pela valorização profissional defende-se a população.
Com ela diz "não existe médico
sem paciente” .
A plenária da Câmara contou com a participação
de acadêmicos, profissionais da área médica,
além de personalidades políticas.
A nossa candidata à Prefeitura do Rio, Jandira Feghali,
destacou o binômio saúde-educação como marca
do patrono da comenda, que administrou a cidade
nos anos 30. Jandira també lembrou
do convívio das duas como residente
e interna, justamente, no Hospital Universitário Pedro
Ernesto, em Vila Isabel. "Se há uma palavra para defini-la é
solidariedade. Uma mulher que enfrenta as
polêmicas e que prefere explodir a implodir.
Com esta sinceridade e coragem, Márcia
vem denunciando as precárias condições de trabalho
dos profissionais da saúde, que ficaram
patentes durante a epidemia de Dengue”, recordou Jandira.
Da minha parte fica o orgulho de homenagear a
administradora competente que à frente do Cremerj
mobilizou a entidade para derrubar o aumento
do Imposto Sobre Serviços (ISS)
aos profissionais liberais,
pretendido por Cesar Maia em 2007.
Diferente daqueles que recebem honras por um marketing
vazio pela área, fazemos justiça ao
reconhecer a dedicação de
Márcia na defesa, não só por melhores
salários para sua classe, mas da saúde
pública como um direito de todos.
Símbolos da cidade com 111 anos de existência, o bonde de Santa Teresa vem sendo paulatinamente sucateado. O auge desta política é a tentativa do governo estadual de privatizar este patrimônio cultural. Turistas de todo o mundo querem passear pelos seus trilhos, mas para os cariocas, em especial para quem vive no bairro, trata-se de um meio de transporte. Há anos, a Associação de Moradores de Santa Teresa (AMAST) reivindica melhores condições na prestação deste serviço público, assim como a preservação do tradicional sistema coletivo que atende a comunidade há mais de um século, contudo, os protestos parecem não surtir efeito.
Responsável pelos bondes, a administração estadual vem tramando a entrega dos equipamentos à iniciativa privada. Prova clara desta intenção é o processo de privatização dos bondes, na Secretaria Estadual de Planejamento, sob o nome de "Tomada de preços para edital em Serviços de Consultoria para Modelagem da Concessão do Sistema de Bondes de Santa Teresa".
Apesar da responsabilidade do caso ser de outra esfera de poder, vou propor a pré-candidata à prefeita do Rio, Jandira Feghali, que inclua a municipalização e a preservação dos bondes de Santa Teresa em seu programa de governo, criando um sistema de integração com outros meios de transporte através de um bilhete único. Os bondes elétricos não podem ser tratados apenas como turismo, mas como um meio popular de transporte, além de significar um veículo ecológico. Defendo investimentos públicos para que o bonde seja eficiente e continue a servir com segurança aos cariocas e a todos que vierem conhecer Santa Teresa.
Outra urgência é a agilização do processo de tombamento definitivo dos bondes pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac). É uma antiga reivindicação dos moradores e seria um antídoto à perniciosa privatização proposta pelo governo estadual. Vou trabalhar para que a Câmara também pressione para que o Inepac tome logo suas conclusões em favor da proteção deste bem coletivo e cultural da Cidade do Rio de Janeiro.
Neste sábado, 21 de junho, haverá uma manifestação popular no Largo do Guimarães para proteger este patrimônio. O evento é às 10h e todos que puderem devem participar deste ato.
A passagem da Semana Mundial do Meio Ambiente
motivou reflexões sobre os diversos aspectos
desta área. De positivo, nota-se a crescente
preocupação e consciência ambiental, inclusive
integrando a agenda política dos governos. No Brasil,
a Amazônia clama por proteção e decisões
que sejam, de fato, sustentáveis e garantam
a soberania nacional sobre a região.
No Rio de Janeiro, cidade privilegiada
em belezas naturais, não podemos fechar
os olhos para a questão do lixo urbano.
Está na hora de se mudar a concepção
em relação aos resíduos sólidos.
Há um descaso histórico com a questão,
que provocou a extinção de mais de 90 lagoas
cariocas, todas soterradas pelo lixo e aterros.
Já há tecnologias disponíveis para se gerar
energia renovável e sustentável
a partir da biomassa do lixo.
O potencial brasileiro nesta área é expressivo.
Lixões como o de Paciência, na Zona Oeste,
repetem o erro de ser um mero
depósito ou cemitério de restos. Venho
me reunindo com ambientalistas e técnicos
para criar leis que orientem uma
adequada política municipal para
o aproveitamento e destino final do lixo carioca.
É legítimo que a população não tenha
paciência para mais um Lixão. "Presente de grego",
assim vem reagindo os moradores da Zona Oeste sobre
as nove mil toneladas de lixo por dia, que deverão
ser enterradas na região.
Isto põe em risco cerca de 80 mil pessoas
que moram próximas ao local, em Paciência.
Além disso, é inviável transportar todo este lixo,
através de mais de 600 carretas,
pela já caótica Avenida Brasil.
Esta decisão equivocada da prefeitura
vai parar o trânsito carioca.
Precisamos de um sistema de gestão
integrada para os resíduos sólidos urbanos,
realizando parcerias com as cooperativas
de catadores de materiais recicláveis;
construindo eco-fábricas, implantando
o aproveitamento energético da matéria
orgânica do lixo e implementando, de fato,
a educação ambiental nas escolas municipais.
O Rio precisa, imediatamente,
tratar e dar destino final adequado ao lixo
que produz diariamente.